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Grelhas

A finalidade da grelha

O layouter, o designer gráfico, o fotógrafo e o projectista de exposições usam grelhas para desenvolver soluções da disposição de elementos em duas ou três dimensões.

       
       
       

Exemplo de uma grelha; página dupla, cada página com duas colunas

O gráfico e o tipógrafo usam grelhas para desenhar anúncios de jornais, páginas de folhetos, catálogos, livros, publicações periódicas, etc.

O projectista de exposições usa-a para conceber o seu plano de exposições e mostras.

Ao ordenar as superfícies e espaços através dos quadros de uma grelha, o designer vai dispor os seus textos, fotografias e diagramas segundo critérios considerados «objectivos e funcionais».

Os elementos textuais e/ou pictóricos são apresentados em formatos com tamanhos pré-definidos pela grelha. O tamanho dos diversos elementos é determinado segundo a sua importância dentro do tema.

A incorporação de todos os elementos gráficos nas malhas de um sistema de grelhas cria um sentido de planificação, inteligibilidade e clareza, gerando uma ideia de ordem racional no desenho.

Esta ordem aumentará a credibilidade da informação e despertará confiança — pelo menos, segundo os adeptos da utilização de grelhas.

A informação hierarquisada com títulos, subtítulos, textos, ilustrações, imagens e legendas, todos eles dispostos na grelha de uma forma lógica, será não somente lida mais rápida e facilmente, mas também melhor entendida e retida na memória.

Para criar a identidade visual das empresas também se pode usar a grelha com sucesso. Esta abordagem engloba todos os meios visuais de informação, desde o cartão de visita até ao stand de exposições: todos os impressos para uso interno e externo, material de publicidade, veículos de carga e passageiros, placas com o nome e letreiros de edifícios, etc.

Disco LP Twen

Layout realizado em grelha. Publicidade para uma edição de discos, uma parceria Twen/Philips. Aberto de página de Willy Fleckhaus, para a revista Twen de 04/1961

O uso da grelha na Escola Suíça

Influenciada pelo movimento progressista na Tipografia liderado por Jan Tschichold, o uso de grelha no Design Gráfico, evolui após a II Guerra Mundial. Emil Ruder e Josef Müller-Brockmann forçaram o uso da grelha no Design.

A grelha passou a ser utilizada não só como guia na paginação de livros, como também em todos os outros trabalhos de layout e composição. Foi dada ênfase a sistemas de grelhas modulares.

As grelhas preferidas pelos mestres da Escola Suíça eram construídas mediante critérios geométricos rigorosos.

Estas grelhas servem para dispôr os diferentes elementos gráficos — blocos de texto, fotografias, imagens, áreas brancas —, em layouts (composições) maioritariamente assimétricos.

Estruturações de página contrastadas mas equilibradas, onde tipografia e imagem se integram num arranjo simultaneamente dinâmico e harmoniosamente equlibrado.

A grelha suíça visava assegurar duas funcionalidades essenciais: a legibilidade do texto e a assimilação da informação, na medida em que organizava o espaço disponível.

As qualidades da grelha foram muito enfatizados na Escola Suíça: a espacialização da informação que estas grelhas possibilitavam, permitia apresentar as mensagens de forma coerente.

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Um dos famosos «Zurich concert posters» desenhado por Josef Müller-Brockman seguindo os princípios do "New Graphic Design".

A Escola Suíça fez frequentemente uso de grelhas modulares. A maioria das grelhas apresenta-se paralela à largura e à altura da página, mas por vezes são construídas a 45, 30 ou 60 graus — veja o exemplo em cima.

As características matemáticas das grelhas suíças incluem, para além das simples organizações modulares, realções geométricas.

A divisão do espaço é o aspecto determinante para a utilização de grelhas geométricas, reguladoras das proporções e determinando as posições de todos os objectos gráficos.

As grelhas da Escola Suíça foram entendidas como uma garantia de objectividade e neutralidade — qualidades onsideradas essenciais para um bom design gráfico - nas décadas de 1960 e 1970.

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