Manuscritos
Documentos em pergaminho ou papel; livro escrito à
mão.
Um manuscrito é qualquer documento escrito à
mão, tradução literal do latim manu scriptum, em
oposição a documentos impressos ou reproduzidos de outras
maneiras, como a tipografia.
Muitas vezes, um documento é descrito como "manuscrito" se
foi produzido pela escrita directa no papel com o uso de instrumentos como a
pena, o lápis ou a caneta.
(Outro emprego do termo "manuscrito" refere-se ao texto original
de um autor (escritor, poeta, ensaísta etc.), em oposição
ao texto revisado ou editado posteriormente, constituindo versões
elaboradas por outras pessoas que não o autor.)
Pergaminho
Códice
Palimpsesto (sobreposição)
Página manuscrita, pergaminho ou livro, cujo
conteúdo foi apagado (mediante lavagem ou raspagem) e escrito novamente,
normalmente nas linhas intermediárias ao primeiro texto ou em sentido
transversal.
Miniatura
Pintura executada em um manuscrito.
Cálamo
O cálamo (um talo vegetal oco com o extremo afiado ou
biselado para escrever com tinta) foi muito menos usado que a pena de ave.
Caligrafias
A forma das letras dependia do ducto (da orientação
do movimento de escrita e da inclinação da letra). O ducto foi
sempre influenciado pela forma do corte da ponta da pena. Veja as
letras carolinas e as
letras góticas
Oriundo da China, canalizado até à Europa pelos
islâmicos no século XI, o papel começa a ser usado em
Portugal só no século XIII e demorou três séculos
para substituir definitivamente o pergaminho.
Está provada a utilização de papel já
no reinado de Dom Dinis; mas continua-se a dar um estatuto privilegiado ao
nobre pergaminho, mesmo depois da Impressão ter posto em evidência
todas as vantagens do papel.
Pena
A pena, que foi o instrumento de escrita predominante na
época medieval, podia ter ponta bem afiada para uma escrita leve, fina e
regular, sem grande contraste de traços grossos e finos.
A ponta podia ser biselada à direita para um traçado
fino e uniforme, ou biselada à esquerda, para obter uma escrita mais
negra (daí a designação blackletter), com maior contraste
entre traços grossos e finos.
Tintas de escrever
O pigmento para a tinta de escrever era cinza de carvão,
à qual se adicionava goma ou substâncias metálicas, para
lhe dar fluidez e consistência. A noz de galha ou bugalho de carvalho,
diluída em vinho e fixada com minerais, era outro pigmento usado no
fabrico de tintas na Idade Média.
Não raro, a tinta ou algumas das suas componentes eram
importadas. Usava-se tinta preta para o texto, por vezes sépia; a tinta
vermelha (rubra) ficava reservada para os títulos de capítulos e
para partes do texto a realçar. As outras cores e o ouro eram usadas nas
iluminuras e para ornamentar as margens do livro.
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Bibliografia
Heitlinger, Paulo. Tipografia:
origens, formas e uso das letras. Copyright © 2006 Paulo
Heitlinger, ISBN 10 972-576-396-3 , ISBN 13 978-972-576-396-4, Depósito
legal 248 958/06. Dinalivro. Lisboa, 2006.
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