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Digitalização e vectorização de fontes

No universo das fontes digitais, abundam as de fraca e má qualidade. São fontes mal vectorizadas, com kerning defeituoso ou com a colecção de glifos incompleta: faltam os á, ó, ç, etc.

No pior dos casos, acumulam todos estes defeitos. Essas fontes aparecem muitas vezes em formato TTF, são obra de amadores «jeitosos», e muitas até são grátis. Más prendas! Há características técnicas que são elemento-chave para garantir a qualidade de uma boa fonte digital.

Digitalização de fontes desenhadas à mão

O factor mais crítico na transposição de uma fonte para computador é a digitalização dos desenhos das letras feitos sobre papel, tarefa cujo desempenho satisfactório depende do conhecimento e da habilidade do técnico que faz a digitalização.

Embora o auto­tracing seja um recurso efectivo para capturar um desenho feito em papel, é problemático se o contorno (outline) da fonte não for cuidadosamente editado ou redesenhado.

Para optimizar cada glifo, os contornos têm de ser digitalizados com precisão, mas sempre com o mínimo possível de pontos de ancoragem (anchor points) – os necessários, e não mais.

Se os glifos forem definidos com pontos de ancoragem a menos, a fonte sairá tosca ou fracturada na impressão, especialmente se for impressa em tamanho grande ou em outputs de alta resolução.

Teste

Para apreciar a qualidade de digitalização de uma fonte, abra alguns glifos num programa de edição de fontes (Fontographer, Fontlab) ou converta em curvas alguns caracteres, usando um programa de ilustração como FreeHand, CorelDraw ou Illustrator.

Se os caracteres aparecerem moldados por linhas suaves, sem quebras e sem passa­gens abruptas e com um mínimo de pontos de ancoragem (preferivelmente menos de 20 por caractere), pode assumir que – em termos técnicos –, a fonte foi correctamente digitalizada.

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